Guará e suas histórias
Olhando as águas do Rio Paraíba, hoje tão sujo, observo o contraste com o que via em minha infância. Lembro-me que minha avó sempre contava sobre a Revolução Constitucionalista de 1932, que ameaçava vir para Guaratinguetá. Eu morava em uma casinha simples. As ruas não tinham asfalto e a cidade era pequena como um ovo. Eu ia todos os dias a pé para a minha escola Costa Braga, que ficava no Pedregulho, bairro onde morava. A única rua asfaltada era a avenida. Ora! Acredite! Os postes ficavam no meio da rua, era muito engraçado.
Naquele tempo, o Rio Paraíba era límpido e cristalino, como pedras de diamantes lapidadas, dando para ver os raios de sol refletidos em suas águas quando íamos nadar. Havia um clube chamado Clube das Regatas onde barcos e jangadas ancoravam ali.
A única ligação do centro com o Pedregulho era apenas uma ponte de ferro, que parecia indestrutível, mas hoje já não está inteira. Novas pontes foram construídas, mas a metade da primeira continua ali, imponente como se quisesse lembrar as outras de que ela foi um dia a pioneira.
Eu bem me lembro do centro, que era lindo, todo iluminado com aqueles belos casarões e ainda tinha o cinema, onde muitos namoros começavam.
Por volta de 1960, me lembrei de quando minha avó falava sobre a Revolução de 32. Senti muito medo, porque o Exército e a Marinha estavam do lado do governo, mas a Aeronáutica estava contra, ameaçando fazer uma nova Revolução. Qualquer movimento suspeito seria considerado uma grande ameaça, tal como um avião levantar vôo por parte da Aeronáutica, pois, os tanques do Exército estavam mirando a cidade do alto da serra. Na verdade, a Revolução não veio à terra, como muitos esperavam.
Por muitos anos, pude ver a cidade crescer, chegando fábricas, empresas, supermercados e indústrias, sem contar o shopping, que trouxe muitas lojas e empregos, sem contar a grande atração que se tornou na cidade nos finais de semana.
Hoje vejo cada vez mais a cidade crescendo, rumo ao desenvolvimento.
Aluno: Guilherme Augusto Ribeiro Rodrigues
EMEF. Profª Ana Fausta de Moraes













