segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Olimpíada de Língua Portuguesa

Guará e suas histórias
  
    Olhando as águas do Rio Paraíba, hoje tão sujo, observo o contraste com o que via em minha infância. Lembro-me que minha avó sempre contava sobre a Revolução Constitucionalista de 1932, que ameaçava vir para Guaratinguetá. Eu morava em uma casinha simples. As ruas não tinham asfalto e a cidade era pequena como um ovo. Eu ia todos os dias a pé para a minha escola Costa Braga, que ficava no Pedregulho, bairro onde morava. A única rua asfaltada era a avenida. Ora! Acredite! Os postes ficavam no meio da rua, era muito engraçado.
     Naquele tempo, o Rio Paraíba era límpido e cristalino, como pedras de diamantes lapidadas, dando para ver os raios de sol refletidos em suas águas quando íamos nadar. Havia um clube chamado Clube das Regatas onde barcos e jangadas ancoravam ali.
    A única ligação do centro com o Pedregulho era apenas uma ponte de ferro, que parecia indestrutível, mas hoje já não está inteira. Novas pontes foram construídas, mas a metade da primeira continua ali, imponente como se quisesse lembrar as outras de que ela foi um dia a pioneira.
     Eu bem me lembro do centro, que era lindo, todo iluminado com aqueles belos casarões e ainda tinha o cinema, onde muitos namoros começavam.
     Por volta de 1960, me lembrei de quando minha avó falava sobre a Revolução de 32. Senti muito medo, porque o Exército e a Marinha estavam do lado do governo, mas a Aeronáutica estava contra, ameaçando fazer uma nova Revolução. Qualquer movimento suspeito seria considerado uma grande ameaça, tal como um avião levantar vôo por parte da Aeronáutica, pois, os tanques do Exército estavam mirando a cidade do alto da serra. Na verdade, a Revolução não veio à terra, como muitos esperavam.
     Por muitos anos, pude ver a cidade crescer, chegando fábricas, empresas, supermercados e indústrias, sem contar o shopping, que trouxe muitas lojas e empregos, sem contar a grande atração que se tornou na cidade nos finais de semana.
    Hoje vejo cada vez mais a cidade crescendo, rumo ao desenvolvimento.

Aluno: Guilherme Augusto Ribeiro Rodrigues
EMEF. Profª Ana Fausta de Moraes

Olimpíada de Língua Portuguesa

O lugar onde eu vivo

Moro numa cidade
onde canta o sabiá em
Tupi-Guarani
e se chama Guaratinguetá

Terra das garças Brancas,
onde passa o Rio Paraíba
Diferente de São Paulo
minha cidade não é poluída.

Aqui tem shopping, praças e
vários lugares para passear
chamo meus amiguinhos
e vamos todos brincar

O turismo ajuda muito a cidade
O Santo Frei Galvão
com suas pílulas ajuda o povo a
ter bênçãos de montão

Tem ainda o bairro Gomeral
que possui belas cachoeiras
e um lindo visual.

Acabo dizendo
venha para cá
conhecer Guaratinguetá
Que você vai aproveitar
até o Sol raiar.

Aluna: Larissa Carvalho de Sousa da Graça
EMEF. Profª Ana Fausta de Moraes

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Regras básicas para a boa convivência!

Regras básicas para a boa convivência!

                Respeito, colaboração e perdão, são coisas que aprendemos em casa para incorporar e praticar no dia a dia.
               O que é a escola? Um espaço onde pessoas com idades, hábitos e personalidades diferentes convivem junto.
               Para criar e preservar a harmonia, pequenas gentilezas significam muito: deixar um bilhetinho de “boa prova”, perceber quando a pessoa quer ficar na dela ou precisa ser ouvida;  sorrir e dizer uma palavra de incentivo. Mas a maior surpresa de todas é descobrir que ao fazer isso sem esperar nada em troca, a gente sente o calorzinho desse afeto esquentando nosso coração, o que é  muito gostoso.
                 Ganhar e perder não pode gerar traumas, rixas, violências. Na hora de competir, o segredo é um só: colocar-ser no lugar do outro, principalmente nos momentos de tensão e dar força, estímulo e apoio Isso não significa fazer pelo outro.
                Sem regrinhas básicas de convívio, cada um leva em conta apenas a própria vontade abrindo espaço para desrespeito, brigas. Uma boa dica é negociar. O que é bom para todos não é chato “pra” ninguém.
               Como você se sentiria ao flagrar alguém mexendo nas suas coisas? Não há harmonia sem respeito e cada um precisa conhecer os limites entre “o meu e o seu”.
               Embora a escola seja um ambiente coletivo, cada um tem o direito de ter suas coisas preservadas.
               A grande dica para fazer uma crítica é a intenção. Quando ela é amorosa, a pessoa escolhe a hora adequada, as palavras certas, o modo correto de criticar. Assim o comentário vira uma observação inteligente que faz o outro refletir em vez de reagir.
                  Mesmo que duas pessoas concordem em muitas coisas, não existem duas pessoas iguais: de interesses, temperamento e valores idênticos. Cada um é uma combinação única disso tudo.
                   Reconhecer a essência de quem convive conosco gera respeito pelas diferenças, criando oportunidades de diálogos e de trocas.
                   Quem entende as diferenças, torna-se uma pessoa interiormente rica.

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                   
                                             Adaptado Mariana Viktor

terça-feira, 23 de novembro de 2010

QUERIDO MESTRE

QUERIDO MESTRE

“Meu filho está indo para a escola. Durante algum tempo tudo vai ser estranho e novo para ele e eu queria que você o tratasse bondosamente... Esta manhã ele está descendo os degraus da porta da frente, acenando com a mão e partindo para a grande aventura. É uma aventura que provavelmente incluirá guerras, tragédias e tristezas.
Para viver sua vida no mundo em que tem que viver, ele precisa de fé, amor e coragem. Portanto, Mestre amigo, queria que você o tomasse pelas mãozinhas e lhe ensinasse as coisas que ele tem de aprender. Ele terá que aprender, eu sei, que nem todos os homens são justos, que nem todos os homens são verdadeiros.
Ensine-lhe, porém, que para cada patife há um herói; que para cada político desonesto, há um líder dedicado. Ensine-lhe que para cada inimigo, há um amigo.
Levará tempo, eu sei. Mas se puder, ensine-lhe que um centavo ganho é de muito mais valor do que um real achado. Ensine-lhe a aprender a amar e a gostar de vencer. Guie meu filho para longe da inveja e ensine-lhe o segredo do riso tranquilo.
Permita que ele aprenda logo, que os valentes são os mais fáceis de derrotar. Ensine-lhe o encanto dos livros. Mas, dê-lhe também tempo de silêncio para ponderar o eterno mistério dos pássaros no céu, das abelhas ao sol e das flores numa colina verde.
Na escola, querido Mestre, ensine-lhe que é muito mais honrado ser reprovado do que colar.
Procure dar ao meu filho a força para não seguir a multidão, se para o mal, quando os outros o fazem.
Ensine-lhe a escutar a todos os homens, mas, ensine-lhe a filtrar na peneira da verdade tudo o que ouve, e a aceitar só o que é bom.
Se puder, ensine-lhe como rir, quando estiver triste. Ensine-lhe que não há vergonha nas lágrimas. Ensine-lhe que pode haver glória no fracasso e desespero no êxito.
Ensine-lhe a vender sua força muscular e seu cérebro aos arrematadores que ofereçam o mais alto lance. Mas nunca coloque preço ao seu coração e alma.
Ensine-lhe a fechar os ouvidos à multidão vociferante e a levantar-se e lutar se está seguro que luta pelo direito.
Trate-o bondosamente, Mestre, mas nunca o mime, porque só a prova de fogo produz aço de boa qualidade. Permita que ele tenha coragem, que tenha fé nos outros. Mas ensine-lhe, sempre, a ter fé sublime em si mesmo. Porque então ele terá fé sublime na humanidade.
Este é um pedido grande, Mestre amigo. Mas veja o que pode fazer. Ele é um excelente sujeito – é meu filho”.


Autora desconhecida

sábado, 20 de novembro de 2010

Brincadeiras de origem africana - 3º ano D


Brincadeiras de origem africana

            Os jogos, as brincadeiras e as cantigas de origem africana, ou criados pelos escravos, estão espalhados por todo o nosso país.
Material necessário: nenhum
Como se brinca:
Forme duas fileiras, uma ao lado da outra, mas distante delas.
Um dos participantes da primeira fileira vai recitar o versinho: “barra manteiga 1, 2, 3..."
Enquanto isso ao participantes da segunda fileira ficam com as mãos estendidas para ele bater.
Quando ele bater forte na mão do adversário, este deve sair correndo para pegá-lo.
Se for pego vai para a fileira de quem o pegou.
Ganha a fileira que tiver mais participantes.
Divirta-se!

Texto coletivo dos alunos do 3º ano D
Profª.: Rita

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Releitura de Pintores Famosos

 Releitura de Pintores Famosos
Pintura em tela
Profª. Lúcia Helena Tressoldi


Aldemir Martins
Aluno: Murilo Henrique Alves de Oliveira
7º ano I


 Portinari
Aluno:Guilherme Augusto Ribeiro Rodrigues
8º ano J



Di Cavalcanti - Detalhe
Aluno: Ítalo Augusto Dias Lourenço Gonçalves
9º ano L



Anita Malfatti
Aluna: Ana Beatriz dos Santos de Oliveira
8º ano J



 Thaís Ibanez
Aluno: Davi Augusto Bastos da Silva
7º ano I




 Vassily Kandinsky
Aluna: Tamires da Silva Gonçalves
6º ano H



 Alfredo Volpi
Aluna: Ana Carolina dos Santos Oliveira
6º ano H


 Pablo Picasso
Aluno: Guilherme da Silva
8º ano K




 Romero Britto
Aluno: Emil Domit M. Júnior
9º ano M
 


 Romero Britto
Aluna: Jayana Santos de Oliveira
9º ano M


 Marcos de Oliveira
Aluno: João Victor Jofre Santos
9º ano L


 Tarsila do Amaral
Aluna: Giulia Sayuri Calzavara Yasumura
8º ano K

Olimpíada de Matemática - 5º ano G


A Olimpíada de Matemática e a
Importância do Trabalho em Equipe
Profª. Adriana dos Reis Marques Dutra

“... ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua produção ou a sua construção". Paulo Freire

A princípio, quando recebi o convite da escola para participar da 1ª Olimpíada Municipal de Matemática com meus alunos, não quis. Pensei... “a turma não tem notas tão boas em matemática. Mas e as ideias e atitudes que podem ajudar as crianças a crescerem como seres humanos?”

A Secretaria Municipal de Educação ofereceu para os educadores envolvidos na Olimpíada, excelentes cursos de capacitação, com a presença da Diretora do Ensino Fundamental, Lila Cristina Guimarães Vanzella. Houve também a parceria do professor George Washington, do Planeta Educação e o apoio pedagógico da equipe desta U.E. que foram tão importantes para o crescimento coletivo e individual dos alunos.

Ensinar é um exercício de imortalidade.
De alguma forma continuamos a viver naqueles cujos olhos
aprenderam a ver o mundo pela magia da nossa palavra.
O professor, assim, não morre jamais... Rubem Alves


Tive que preparar novas aulas com uma metodologia fundamentada à base da simplicidade, diálogo, incentivos, valores, perspectivas, aproximação, carinho, estreitando laços de confiança e amizade, porque a criança é simples.  “Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos” (Antoine de Saint-Exupéry).

 Problemas de lógica trabalhados com os alunos durante a preparação para a 1ª Etapa da Olimpíada foram apresentados no dia da “Feira Verde”, pelas alunas Raquel e Letícia.

Inseri atividades do curso, com nível de dificuldade maior do que aplicava comumente em sala da aula, os alunos se envolveram de tal forma que os resultados, as estratégias, a iniciativa, os desafios, a autonomia, a capacidade de criar os problemas de lógica foram a comprovação de que eles atingiram um avanço significativo. “Um bom ensino da Matemática forma melhores hábitos de pensamento e habilita o indivíduo a usar melhor a sua inteligência.” (Irene de Albuquerque).


Jogo das argolas

Para resolver problemas em diferentes contextos, é preciso que questionem, aprendam a ouvir e a respeitar o outro, tendo uma formação mais solidária com ideias e atitudes positivas não só na disciplina, mas como cidadãos, na certeza de que são vencedores porque ousaram.
Obrigada a toda a equipe envolvida na realização desta “fábrica de sonhos”, onde sonhar é realizar, aos pais, a todos os alunos do 5º ano G, e em especial às alunas Agatha, Karina, Letícia, Mayara e Rafaela que voaram mais alto, para a segunda fase da Olimpíada.



                      Agatha                                             Karina


                                 Letícia                 Mayara                       Rafaela



Rumo a 2ª Etapa! Parabéns!

“Se todas as flores”.
Tivessem o mesmo perfume...
Se todas as árvores,
O mesmo feito...
Se todos os pássaros cantassem igualzinho...
A natureza seria tão bela?
(ou que graça teria?)
Ninguém é igual a você!
 Andrea Filipecki